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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Diário de um cão no abrigo


Os seus olhos encontraram os meus, enquanto ela caminhava pelo corredor olhando apreensivamente para dentro dos canis. Imediatamente, senti sua necessidade e sabia que tinha de ajudá-la. Abanei minha cauda, não tão entusiasticamente para não assustá-la.

Quando ela parou em frente ao meu canil, tampei sua visão para que não visse o que eu tinha feito, no canto de trás. Não queria que ela soubesse que ninguém ainda havia me levado para um passeio lá fora. Às vêzes, os funcionários do abrigo estão muito ocupados e não gostaria que ela pensasse mal deles.

Enquanto ela lia as informações a meu respeito, no cartão pendurado na porta do canil, eu desejava que ela não sentisse pena de mim, por causa do meu passado. Só tenho o futuro pela frente e quero fazer diferença na vida de alguém. Ela se ajoelhou e mandou beijinhos para mim. Encostei meus ombros e minha cabeça na grade, para confortá-la.

As pontas de seus dedos acariciaram meu pescoço; ela estava ansiosa por companhia. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto e, então, elevei uma de minhas patas para assegurá-la de que tudo estaria bem. Logo, a porta de meu canil se abriu e o seu sorriso era tão brilhante que, imediatamente, pulei em seus braços. Prometi mantê-la em segurança.

Prometi estar sempre ao seu lado. Prometi fazer todo o possível, para ver aquele sorriso radiante e o brilho em seus olhos. Tive muita sorte dela ter vindo até o meu corredor. Há ainda tantas pessoas por aí, que nunca caminharam pelos corredores...

Tantas para serem salvas...
Pelo menos, pude salvar uma


Acredito mesmo que os animais é que nos resgatam do mar do egoísmo e do "amor condicional".

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Reflexão - O Tijolo

Um jovem e bem sucedido executivo dirigia na vizinhança, correndo em seu novo Jaguar. Observando crianças se lançando entre os carros estacionados, diminuiu um pouco a velocidade, quando achou ter visto algo. Enquanto passava, nenhuma criança apareceu.
De repente um tijolo espatifou-se na porta lateral do Jaguar. Freou bruscamente e deu ré até o lugar de onde teria vindo o tijolo. Saltou do carro e pegou bruscamente uma criança empurrando-a contra um veículo estacionado e gritou:
- Por que você fez isto? Quem é você? Que besteira você pensa que está fazendo? Este é um carro novo e caro, aquele tijolo que você jogou vai me custar muito dinheiro. Por que você fez isto?
- Por favor senhor me desculpe, eu não sabia mais o que fazer! - Implorou o pequeno menino - Ninguém estava disposto a parar e me atender neste local.
Lágrimas corriam do rosto do garoto, enquanto apontava na direção dos carros estacionados.
- É o meu irmão. Ele desceu sem freio e caiu de sua cadeira de rodas e eu não consigo levantá-lo.
Soluçando, o menino perguntou ao executivo:
- O senhor poderia me ajudar a recoloca-lo em sua cadeira de rodas? Ele está machucado e é muito pesado para mim.
Movido internamente muito além das palavras, o jovem motorista engolindo "nó imenso" dirigiu-se ao jovenzinho, colocando-o em sua cadeira de rodas. Tirou seu lenço, limpou as feridas e arranhões, verificando se tudo estava bem.
- Obrigado e que meu Deus possa abençoá-lo A grata criança disse a ele. O homem então viu o menino se distanciar... empurrando o irmão em direção à sua casa.

Foi um longo caminho de volta para o Jaguar... um longo e lento caminho de volta. Ele nunca consertou a porta amassada. Deixou amassada para lembrá-lo de não ir tão rápido pela vida, que alguém tivesse que atirar um tijolo para obter a sua atenção.
Deus sussurra em nossas almas e fala aos nossos corações.

Pense nisso, Deus é bom e está sempre esperando por todos nós...

terça-feira, 21 de junho de 2011

QUANDO ACABA A PACIÊNCIA...


Aconteceu em Ubá, Minas Gerais, cidade onde nasceu o genial Ary Barroso.
Na cidade havia um senhor, cujo apelido era Cabeçudo. Nascera com uma cabeça grande, dessas cuja boina dá pra botar dentro, fácil, fácil, uma dúzia de laranjas.
Mas fora isso, era um cara pacato, bonachão e paciente.

Não gostava, é claro, de ser chamado de Cabeçudo, mas desde os tempos do grupo escolar, tinha um chato que não perdoava. Onde quer que o encontrasse, lhe dava um tapa na cabeça e perguntava:

'Tudo bem, Cabeçudo'?

O Cabeçudo, já com seus quarenta e poucos anos, e o cara sempre zombando dele..
Um dia, depois do milésimo tapão na sua cabeça, o Cabeçudo meteu a faca no zombeteiro e matou-o na hora.

A família da vítima era rica; a do Cabeçudo, pobre.
Não houve jeito de encontrar um advogado pra defendê-lo, pois o crime tinha muitas testemunhas.

Depois de apelarem pra advogados de Minas e do Rio, sem sucesso algum, resolveram procurar um tal de 'Zé Caneado', advogado que há muito tempo deixara a profissão, pois, como o próprio apelido indicava, vivia de porre.
Pois não é que o 'Zé Caneado' aceitou o caso? Passou a semana anterior ao julgamento sem botar uma gota de cachaça na boca!

Na hora de defender o Cabeçudo, ele começou a sua defesa assim:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri..
Quando todo mundo pensou que ele ia continuar a defesa, ele repetiu:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri..
Repetiu a frase mais uma vez e foi advertido pelo juiz:

- Peço ao advogado que, por favor, inicie a defesa.
Zé Caneado, porém, fingiu que não ouviu e:
- Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri..
E o promotor:
- A defesa está tentando ridicularizar esta corte!
O juiz:
- Advirto ao advogado de defesa que, se não apresentar imediatamente os seus argumentos...
Foi cortado por Zé Caneado, que repetiu:
-Meritíssimo juiz, honrado promotor, dignos membros do júri.
O juiz não aguentou:
- Seu moleque safado, seu bêbado irresponsável, está pensando que a justiça é motivo de zombaria? Ponha-se daqui pra fora, antes que eu mande prendê-lo.
Foi então que o Zé Caneado disse:
- Senhoras e Senhores jurados, esta Corte chegou ao ponto em que eu esperava que chegasse...
Vejam que, se apenas por repetir algumas vezes que o juiz é meritíssimo, que o promotor é honrado e que os membros do júri são dignos, todos perdem a paciência, consideram-se ofendidos e me ameaçam de prisão..., pensem então na situação deste pobre homem, que durante quarenta anos, todos os dias da sua vida, foi chamado de Cabeçudo!
Cabeçudo foi absolvido e o Zé voltou a tomar suas cachaças em paz.

Mais vale um 'Bêbado Inteligente' do que um 'Alcoólatra Anônimo!

" No mundo sempre existirão pessoas que vão te amar pelo que você é, e outras, que vão te odiar pelo mesmo motivo. Acostume-se..."

domingo, 29 de maio de 2011

Que seja eterno enquanto duro o nosso amor


Um dia, um velhinho foi a uma de suas consultas periódicas ao médico, só que desta vez um pouco apressado.
O médico então lhe perguntou:
Pq a pressa? e ele respondeu:
Todos os dias neste horário vou visitar minha esposa que está num asilo.E o médico comentou:
Que bacana! Então vcs matam as saudades,batem papo,namoram um pouquinho!E o velhinho:
Não! Ela não me reconhece mais, por causa de sua doença
O médico surpreso então pergunta:
Mas pq então tanta pressa para vê-la, já que não o reconhece mais?
E com um sorriso no rosto,o velhinho responde:
Mas eu a reconheço!Eu sei quem ela é e o que representa na minha vida há tantos anos.Por isso todos os dias eu a reconquisto,como se cada conquista fosse única e verdadeira.Este é o
verdadeiro amor..INCONDICIONAL!! ?

quinta-feira, 26 de maio de 2011

APRENDIZADO


O tolo... Muito inteligente! Conta-se que numa pequena cidade do interior, um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas uma grande de 400 réis e outra menor, de 2000 réis.
Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, uma pessoa que assistiu a uma destas brincadeiras, chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
- "Eu sei" - respondeu o não tão tolo assim - "Ela vale 5 vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra,a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda."
Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
-- Quem parece idiota, nem sempre é.
-- Quais eram os verdadeiros tolos da história ?
-- Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante, a meu ver, é a percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião ao nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente somos".

Cego em Paris

Dizem que havia um cego sentado na calçada em Paris, com um boné a seus pés e um pedaço de madeira que, escrito com giz branco, dizia: "Por favor, ajude-me, sou cego".
Um publicitário, da área de criação, que passava em frente a ele, parou e viu umas poucas moedas no boné.
Sem pedir licença, pegou o cartaz, virou-o, pegou o giz e escreveu outro anúncio.
Voltou a colocar o pedaço de madeira aos pés do cego e foi embora.
Pela tarde o publicitário voltou a passar em frente ao cego que pedia esmola.
Agora, o seu boné estava cheio de notas e moedas.
O cego reconheceu as pisadas e lhe perguntou se havia sido ele quem reescreveu seu cartaz, sobretudo querendo saber o que havia escrito ali.
O publicitário respondeu: "Nada que não esteja de acordo com o seu anúncio, mas com outras palavras ".
Sorriu e continuou seu caminho.
O cego nunca soube, mas seu novo cartaz dizia:
"Hoje é Primavera em Paris, e eu não posso vê-la"
MORAL - Mudar a estratégia quando nada nos acontece...pode trazer novas perspectivas

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um copo de água...

Um adolescente, após ter sido castigado por seus pais várias vezes, e "chegado a conclusão de que não conseguiria se corrigir, dirigiu-se ao diretor do colégio e humildemente perguntou: "Professor, o que devo fazer para não cometer esses erros novamente? Tenho me esforçado, mas não estou conseguindo!".
O mestre então, sabiamente, tomou um copo, encheu-o de água e entregou-o ao jovem, dizendo:- "Filho, ande com esse copo por todo o colégio, entre em todas as salas, suba e desça todas as escadas, entre em todos os cantos , nos jardins, no sótão e volte aqui sem derramar uma só gota dessa água".
-"Impossível" - disse o jovem. "Não vou conseguir!".
-"Se você quiser, vai conseguir sim" - disse o professor.
O jovem saiu, devagar, com os olhos fixos no copo. Subiu e desceu escadas, entrou e saiu de salas, cantos, sótão, jardins, e voltou sem ter derramado a água. O mestre olha-o, bate-lhe nos ombros carinhosamente e diz:
-"Não viu as garotas que passeavam pelo jardim no horário de aulas? Os colegas que te convidavam para sair, viu aqueles que zombaram de você?
-"Não" - responde o jovem. "Eu estava com os olhos fixos no copo",
O mestre sorri, e diz: "Se você fixar os olhos em Deus, como fez com o copo, terá a força que tanto precisa para vencer as tentações e não olhar para ninguém certamente não cometerá mais as faltas pelas quais tem sido castigado. Olhe para Deus, e deixe-o ser o rumo da sua vida'"


"Os meus olhos se elevam continuamente no Senhor, pois ele me tirará os pés do laço." (Sal. 25:15 )

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Aprenda e coloque o Plano B em ação...

- "Outro dia quando ia para casa, notei que havia pessoas dentro da minha casa, me roubando. Eu liguei para a polícia, me disseram que não havia ninguém por perto para ajudar, mas que iriam mandar alguém assim que fosse possível. Eu desliguei. Um minuto depois liguei de novo:
- Olá, disse eu, Eu liguei há pouco porque tinha pessoas na minha casa. Já não é preciso virem depressa, porque eu os matei.
Passados alguns minutos, estava meia dúzia de carros da polícia na área, mais helicóptero e uma unidade médica com a ambulância. Eles apanharam os ladrões em flagrante. Um dos polícias disse:
- Pensei que tivesse dito que os tinha matado. Eu respondi:
- Pensei que tivessem dito que não havia ninguém disponível.

"O maior erro que você pode cometer na vida, é o de ficar o tempo todo com medo de cometer algum!"

sábado, 6 de novembro de 2010

A águia e o falcão ..


Conta uma velha lenda dos índios Sioux, que uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas até a tenda do velho feiticeiro da tribo...

- Nós nos amamos... e vamos nos casar - disse o jovem.
E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã...
Alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos...
Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte.
- Há algo que possamos fazer?

E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:

- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrifica da...
- Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte... E trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.
- E tu, Touro Bravo - continuou o feiticeiro - deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, dever ás apanhá-la trazendo-a para mim, viva!

Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... No dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.
O velho pediu, que com cuidado as tirassem dos sacos, e viu que eram verdadeiramente formosos exemplares...

- E agora o que faremos? - perguntou o jovem - as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue?
- Ou as cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? - Propôs a jovem.
- Não! - disse o feiticeiro:
- Apanhem as aves, e amarrem-nas entre sí pelas patas com essas fitas de couro. Quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres...

O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... a águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno.
Minutos depois, irritadas pela incapacidade do vôo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.

E o velho disse:

- Jamais esqueçam o que estão vendo... este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão... se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro... Se quiserem que o amor entre vocês perdure...


Voem juntos... mas jamais amarrados!
^^

sexta-feira, 23 de julho de 2010

A FORMIGA MÁ - de Monteiro Lobato

Já houve, entretanto, uma formiga má que não soube compreender a cigarra e com dureza a repeliu de sua porta.
Foi isso na Europa, em pleno inverno, quando a neve recobria o mundo com seu cruel manto de gelo. A cigarra, como de costume, havia cantado sem parar o estio inteiro e o inverno veio encontrá-la desprovida de tudo, sem casa onde abrigar-se nem folinha que comesse.
Desesperada, bateu à porta da formiga e implorou - emprestado, notem! - uns miseráveis restos de comida. Pagaria com juros altos aquela comida de empréstimo, logo que o tempo o permitisse. Mas a formiga era uma usurária sem entranhas. Além disso, invejosa. Como não soubesse cantar, tinha ódio à cigarra por vê-la querida de todos os seres.
- Que fazia você durante o bom tempo?
- Eu... eu cantava!...
- Cantava? Pois dance agora, vagabunda! - e fechou-lhe a porta no nariz.
Resultado: a cigarra ali morreu entanguidinha; e quando voltou a primavera o mundo apresentava um aspecto mais triste. É que faltava na música do mundo o som estridente daquela cigarra, morta por causa da avereza da formiga. Mas se a usurária morresse, quem daria pela falta dela?