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terça-feira, 6 de julho de 2010

A GALINHA E OS OVOS DE OURO

Um camponês e sua esposa possuiam uma galinha que todo dia sem falta botava um ovo de ouro. Supondo que dentro dela devia haver uma grande quantidade de ouro, eles a mataram para que pudessem pegar tudo de uma só vez.
Então, para sua surpresa, viram que a galinha em nada era diferente das outras galinhas.
Assim, o casal de tolos, desejando enriquecer de uma só vez, acabam por perder o ganho diário que já tinham assegurado.

Moral da História:
Quem tudo quer acaba ficando sem nada.

SOLTA A SUA PANELA !


Certa vez, um urso faminto andava pela floresta em busca de alimento.
Chegou a um acampamento e viu uma fogueira ardendo em brasas com um panelão de comida.
O urso a abraçou com toda sua força a panela e enfiou a cabeça dentro dela, devorando tudo.
Enquanto abraçava a panela, começou a sentir queimaduras no seu corpo.
Ele achava que as queimaduras eram uma coisa que queria tirar-lhe a comida.
Começou a urrar e, quanto mais urrava, mais apertava a panela quente contra seu corpo, a fim de que ninguém "tomasse" a refeição dele.
Quando os caçadores chegaram encontraram o urso morto segurando a panela.

Em nossa vida, por muitas vezes, nos comportamos como este urso, abraçamos certas coisas que julgamos ser importantes.
Algumas destas coisas nos fazem sentir muita dor e ainda assim abraçamos mais ainda.
Temos medo de abandoná-las, nos sentimos ameaçados e esse medo nos coloca numa situação de sofrimento maior ainda e talvez até a morte.
Tenha a CORAGEM e a VISÃO que o urso não teve.
Tire de seu caminho tudo aquilo que faz seu coração sofrer.

Solte a panela!

domingo, 4 de julho de 2010

UNHA DE FOME (Refletir)

Depois duma vida de misérias e privações Unha-de-Fome conseguiu amontoar um tesouro, que enterrou longe de casa, num lugar ermo, colocando uma grande pedra em cima. Mas tal era o seu amor pelo dinheiro, que volta e meia rondava a pedra, e namorava como o jacaré namora os seus próprios ovos ocultos na areia. Isto atraiu a atenção dum vizinho, que o espionou e por fim lhe roubou o tesouro.
Quando Unha-de-Fome deu pelo saque, rolou por terra desesperado, arrepelando os cabelos.
- Meu tesouro! Minha alma! Roubaram minha alma! Um viajante que passava foi atraído pelos berros.
- Que é isso, homem?
- Meu tesouro! Roubaram meu tesouro!
- Mas morando lá longe você o guardava aqui, então? Que tolice! Se o conservasse em casa não seria mais cômodo para gastar dele quando fosse preciso?
- Gastar do meu tesouro!? Então você supõe que eu teria a coragem de gastar uma moedinha só, das menores que fosse?
- Pois se era assim, o tesouro não tinha para você a menor utilidade, e tanto faz que esteja com quem o roubou como enterrado aqui. Vamos! Ponha no buraco vazio uma pedra, que dá no mesmo. Que utilidade tem o dinheiro para quem só o guarda e não gasta?

A BELA CHÁCARA (Refletir)


O dono de um pequeno comércio, amigo de um grande poeta, abordou-o na rua:
-Senhor poeta, estou precisando vender o meu sítio, que o senhor tão bem conhece. Será que o senhor poderia redigir o anuncio para o jornal? O poeta apanhou o papel e escreveu:
“Vende-se encantadora propriedade, onde os pássaros cantam ao amanhecer no extenso arvoredo, cortada por cristalinas águas de um ribeirão. A casa banhada pelo sol nascente oferece a sombra tranqüila das tardes da varanda”.
Meses depois, topa o poeta com o homem e lhe pergunta se havia vendido o sítio.
- Nem penso mais nisso, disse o homem. Quando li o anúncio é que percebi a maravilha que tinha!

Moral da história:


Às vezes, não descobrimos as coisas boas que temos conosco e vamos atrás da miragem de falsos tesouros. Valorize o que você tem, as pessoas que estão perto de você… esse é o seu verdadeiro tesouro.

O HOMEM PODE SER SEU PRÓPRIO INIMIGO (Refletir)

Conta-se uma antiga lenda escocesa acerca de um fazendeiro que se viu sendo destruído por um terrível monstro destruidor. O monstro derrubou seus celeiros, matou e espalhou seu gado, arruinou suas plantações e finalmente matou seu filho primogênito. Entristecido e irado, resolveu caçar o monstro e matá-lo.Assim, em uma noite fria, se pôs de tocaia. A memória do que o monstro fizera, conservava-lhe a coragem. Repentinamente ele ouviu suas passadas que se aproximavam. Enfurecido, lançou-se para frente, soltando um grito de guerra. Seu impulso lhe deu uma vantagem temporária; e o monstro foi derrubado.
Mas o monstro era mais forte que o homem e não demorou revidar com golpes e maldições. O fazendeiro começou a ser dominado, mas em desespero de causa, reiniciou a luta novamente, de tal modo que enfraqueceu o monstro.
Finalmente, o monstro foi subjugado. O fazendeiro puxou a espada e preparou-se para matá-lo de vez. Nesse momento, um raio de luar brilhou sobre o rosto do monstro. Horrorizado,o fazendeiro retrocedeu, o rosto do monstro era o seu próprio rosto. Na verdade se diz que o homem é o seu próprio maior inimigo.
É comum o homem acusar o outro, de defeitos que ele mesmo possui. Já dizia o grande filósofo Sócrates: "o homem deve refletir, e examinar a si mesmo. Uma vida sem esse exame não é digna de ser vivida". Quando o homem vence a si mesmo, então começa vencer de fato!

O VENENO DA LÍNGUA (Refletir)

Conta-se que certa vez um mercador grego, rico, ofereceu um banquete com comidas especiais. Chamou seu escravo e ordenou-lhe que fosse ao mercado comprar a melhor iguaria. O escravo retornou com belo prato. O mercador removeu o pano e assustado disse: -Língua?!! Este é o prato mais delicioso ? O escravo, sem levantar a cabeça, respondeu: - A língua é o prato mais delicioso, sim senhor. É com a língua que pedimos água... ...dizemos "mamãe", fazemos amigos, perdoamos. Com a língua reunimos pessoas, dizemos "meu Deus", oramos, cantamos, dizemos "eu te amo"...
O mercador, não muito convencido, quis testar a sabedoria de seu escravo, e o mandou de volta ao mercado, desta vez para trazer o pior alimento. O escravo voltou com um lindo prato, coberto por fino tecido. O mercador, ansioso, retirou o pano para conhecer o pior alimento. - Língua, outra vez?!!, disse, espantado. -Sim, língua, respondeu o escravo. É com a língua que condenamos, separamos, provocamos intrigas e ciúmes, blasfemamos. É com ela que expulsamos, isolamos, enganamos nosso irmão, xingamos pai e mãe... Não há nada pior que a língua; não há nada melhor que a língua. Depende do modo que a usamos.

O VELHO CARPINTEIRO (Refletir)



Um velho carpinteiro estava para aposentar-se. Ele contou a seu chefe os seus planos de largar o serviço de carpintaria e de construção de casas e viver uma vida mais calma com sua família. Claro que ele sentiria falta do pagamento mensal, mas ele necessitava da aposentadoria. O dono da empresa sentiu em saber que perderia um de seus melhores funcionários e pediu a ele que construísse uma última casa como um favor especial. O carpinteiro consentiu, mas com o tempo ficou fácil perceber que seus pensamentos e seu coração não estavam no trabalho. Ele não se empenhou no serviço e se utilizou de mão-de-obra e matérias-primas de qualidade inferior.
Foi uma maneira lamentável de encerrar sua carreira. Quando o carpinteiro terminou o trabalho, o construtor veio inspecionar a casa e entregou a chave da porta ao carpinteiro. "Esta é a sua casa, meu presente para você." Foi um choque, uma vergonha. Se ele soubesse que estava construindo sua própria casa, teria feito completamente diferente. Não teria sido tão relaxado. Agora ele teria de morar numa casa feita de qualquer maneira.

Assim acontece conosco. Construímos nossas vidas de maneira distraída, reagindo mais que agindo, desejando colocar menos do que o melhor. Nos assuntos importantes não empenhamos nosso melhor esforço. Então, em choque, nós olhamos para a situação que criamos e vemos que estamos morando na casa que construímos. Se soubéssemos disso, teríamos feito diferente.

"A vida é um projeto de você mesmo".
Quem poderia dizer isso mais claramente? Sua vida de hoje é o resultado de suas atitudes e escolhas feitas no passado. Sua vida de amanhã será o resultado de suas atitudes e escolhas que fizer hoje.

O ALCE E OS LOBOS (Refletir)

A água do lago estava tão limpa que parecia um espelho.
Todos os animais que foram beber água viram suas imagens refletidas no lago.
O urso e seu filhote pararam admirados e foram embora.
O alce continuou admirando a sua imagem:
- Mas que bela cabeça eu tenho.
De repente, observando as próprias pernas, ficou desapontado e disse:
Nunca tinha reparado, nas minhas pernas. Como são feias! Elas estragam toda a minha beleza!
Enquanto examinava sua imagem refletida no lago, o alce não percebera a aproximação de um bando de lobos que afugentara todos os seus companheiros.
Quando finalmente se deu conta do perigo, o alce correu assustado para o mato. Mas, enquanto corria, seus chifres se embaraçavam nos galhos, deixando-o quase ao alcance dos lobos.
Por fim o alce conseguiu escapar dos perseguidores, graças às suas pernas, finas e ligeiras.
Ao perceber que já estava a salvo,
o alce exclamou aliviado:
- Que susto! Os meus chifres são lindos, mas quase me fizeram morrer!
Ah, se não fossem as minhas pernas!

"Não devemos valorizar só o que é bonito, sem valorizar o que é útil."

O JOVEM E A ESTRELA -DO-MAR (Refletir)

Era uma vez, um escritor, que morava numa praia tranqüila, junto a uma colônia de pescadores. Todas as manhãs ele passeava a beira-mar, para se inspirar, e de tarde ficava em casa, escrevendo.
Um dia, caminhando na praia, ele viu um vulto que parecia dançar. Quando chegou perto, era um jovem pegando na areia as estrelas-do-mar, uma por uma, e jogando novamente de volta ao oceano.
-Por que você está fazendo isto? - perguntou o escritor.
-Você não vê? Disse o jovem. - A maré está baixa e o sol está brilhando. Elas vão secar no sol e morrer, se ficarem aqui na areia.
Meu jovem, existem milhares de quilômetros de praia por esse mundo afora, e centenas de milhares de estrelas do mar, espalhadas pelas praias. Que diferença faz? Você joga umas poucas de volta ao oceano. A maioria vai perecer de qualquer forma.
O jovem pegou mais uma estrela na areia, jogou de volta ao oceano, olhou para o escritor e disse:
- Pra essa, eu fiz diferença.
Naquela noite o escritor não conseguiu dormir nem sequer conseguiu escrever. De manhãzinha foi para a praia, reuniu-se ao jovem e juntos começaram a jogar estrelas-do-mar de volta ao oceano.O JOVEM E A ESTRELA -DO-MAR

A TIGELA DE MADEIRA (Refletir)

Um senhor de idade foi morar com seu filho, nora e o netinho de quatro anos de idade. As mãos do velho eram trêmulas, sua visão embaçada e seus passos vacilantes.
A família comia reunida à mesa.
Mas, as mãos trêmulas e a visão falha do avô o atrapalhavam na hora de comer. Ervilhas rolavam de sua colher e caíam no chão. Quando pegava o copo, leite era derramado na toalha da mesa.
O filho e a nora irritaram-se com a bagunça. - "Precisamos tomar uma providência com respeito ao papai", disse o filho. - "Já tivemos suficiente leite derramado, barulho de gente comendo com a boca aberta e comida pelo chão."
Então, eles decidiram colocar uma pequena mesa num cantinho da cozinha. Ali, o avô comia sozinho enquanto o restante da família fazia as refeições à mesa, com satisfação. Desde que o velho quebrara um ou dois pratos, sua comida agora era servida numa tigela de madeira.
Quando a família olhava para o avô sentado ali sozinho, às vezes ele tinha lágrimas em seus olhos. Mesmo assim, as únicas palavras que lhe diziam eram admoestações ásperas quando ele deixava um talher ou comida cair ao chão.
O menino de 4 anos de idade assistia a tudo em silêncio.
Uma noite, antes do jantar, o pai percebeu que o filho pequeno estava no chão, manuseando pedaços de madeira. Ele perguntou delicadamente à criança:
- "O que você está fazendo?"
O menino respondeu docemente:
- "Oh, estou fazendo uma tigela para você e mamãe comerem, quando eu crescer"
O garoto de quatro anos de idade sorriu e voltou ao trabalho. Aquelas palavras tiveram um impacto tão grande nos pais que eles ficaram mudos. Então lágrimas começaram a escorrer de seus olhos.
Embora ninguém tivesse falado nada, ambos sabiam o que precisava ser feito. Naquela noite o pai tomou o avô pelas mãos e gentilmente conduziu-o à mesa da família.
Dali para frente e até o final de seus dias ele comeu todas as refeições com a família. E por alguma razão, o marido e a esposa não se importavam mais quando um garfo caía, leite era derramado ou a toalha da mesa sujava.